Pauta,
reportagens e edição: Talita Souza,
Gabriela Sturaro, Sara Ávila, Tatiane Oliveira, Ana Carolina Rodrigues, Hermes
Pereira Neto, Rafael Mascagni e Hevertom Talles.
Apoio
técnico (gravação e edição): Rafael
Cavalcanti, Hermes Pereira Neto e Sara Ávila.
Identidade
visual: Cinthia Helena dos Santos
Orientação: Prof. Igor Savenhago
Composto por três partes, a série “Por trás do silêncio” foi realizada no segundo semestre de 2018, como atividade da disciplina de “Radiojornalismo”.
A proposta do programa é abordar
assuntos do cotidiano do universo feminino. Dentro dele, foi pensada uma série
específica sobre violência, dividida em três temas: relacionamentos abusivos,
feminicídio e violência obstétrica.
O nome do programa, “Mulher de 15”,
parte duas ideias: primeiro, que a duração de cada programa é de, no máximo, 15
minutos. O segundo aspecto é uma referência à idade dos 15 anos, que
representa, na nossa sociedade, uma fase de transição da mulher, da infância
para a vida adulta. Uma etapa em que aparecem mais responsabilidades, que a
mulher começa a ter relacionamentos amorosos e ampliar seu círculo de amizades.
Já o título do especial, “Por trás do silêncio”, foi dado para mostrar que, por
trás de uma mulher que não denuncia abusos sofridos, pode estar uma pessoa
ameaçada, amedrontada ou com vergonha de se expor. O que existe por trás desse
silêncio? Foi o que o grupo se propôs a investigar.
Parte-se da noção de que o Jornalismo
é uma ferramenta social, de grande responsabilidade na abordagem das minorias
sociais, como as mulheres, e de assuntos envolvendo o cerceamento dos Direitos
Humanos, como a violência. Segundo a professora Cicilia Peruzzo, em
“Comunicação nos movimentos sociais: o exercício de uma nova perspectiva de
direitos humanos” (2013), “A Comunicação faz parte do processo de mobilização
dos movimentos sociais populares através da história. Ela representa direitos
humanos de primeira, segunda, terceira e quarta gerações. (…) Conclui-se que a
comunicação popular e comunitária expressa rica diversidade de práticas e
contribui para a ampliação do status da cidadania.”
Considerando o rádio como meio de
longo alcance, que ganha nova configuração e crescimento com o advento da
internet, constitui-se, como uma de suas funções, propagar questões como as que
se apresentam, no intuito de fazer o tema circular, contribuindo, dessa forma,
para a quebra das barreiras que impõem, além de diversos tipos de violência, o
silêncio à mulher vítima.
O programa foi finalista do Expocom
Sudeste 2019 – concurso promovido pelo Congresso Brasileiro de Ciências da
Comunicação (Intercom) em Vitória-ES -, na modalidade Produção laboratorial em
radiojornalismo.
Especial Assédio Sexual
A primeira parte da série produzida pelo Mulher de 15 aborda o assédio em lugares públicos, em transportes e no trabalho.
Produção
e edição: Ana Carolina Rodrigues, Gabriela Sturaro, Hermes Pereira Neto,
Rafael Mascagni, Talita Souza, Sara Ávila e Tatiane Oliveira
Colaboração: Prof.
Ricardo Fadul
Orientação: Prof. Igor Savenhago
Segundo a Organização
Internacional de Combate à Pobreza, ligada à Organização das Nações Unidas
(ONU), 86% das mulheres brasileiras já sofreram assédio sexual e, a cada um
segundo, uma mulher é vítima desse tipo de violência no país. Segundo a
professora e pesquisadora do departamento de Administração Geral e Recursos
Humanos da FGV-EAESP, Maria Ester de Freitas, um aspecto que precisa ser
destacado nas discussões sobre o assunto é que as questões sexuais, nesse caso,
não são iguais, entre pares. Ou seja, as relações não são negociadas. Há uma
distinção de poder que não permite a um dos lados, no caso a mulher, que exista
uma negativa sem que ocorram consequências. Em síntese, não há possibilidade de
recusa sem que haja violência.
A abordagem de temas como este está de
acordo com a proposta do Mulher de 15, programa em áudio que surgiu em 2018 (clique aqui para conferir o especial produzido naquele ano)
no curso de Jornalismo da Unifran com o intuito de olhar para diversas questões
referentes ao universo feminino, principalmente dando a voz para as mais
vulneráveis. No caso do assédio sexual, uma das percepções durante a realização
do especial foi que, em muitas situações, as mulheres não identificam que estão
na posição de vítimas e até se culpam pelas atitudes do assediador, como se a
sensação de que ser submissa seja algo normalizado. Um exemplo é da Simone, uma
das personagens entrevistadas, que conta que foi assediada sexualmente diversas
vezes e só soube reconhecer anos depois.
O Especial Assédio
Sexual, composto por cinco programas, dos quais três são disponibilizados nessa
primeira parte, tem, como primeiros temas: assédio sexual em lugares públicos,
em transportes públicos e privados e em locais de trabalho. A ideia de abordar
esse assunto surgiu a partir de uma conversa entre as mulheres do grupo que
produz o programa. As estudantes Ana Carolina Rodrigues, Gabriela Sturaro,
Talita Souza, Tatiane Figueiredo e Sara Ávila tinham uma percepção comum de que
a violência sexual é uma ameaça constante na nossa sociedade, inclusive
para universitárias. Elas próprias relataram, nessa conversa, casos nos quais
se envolveram.
A partir daí, decidiram não apenas produzir o especial com as cinco reportagens, como também que cada uma das mulheres do grupo relataria, uma em cada programa, as situações de assédio de que foram vítimas.









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